Desassossego

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“A besta deste século evocada por Mandelstam não é outra, se não onipresença da cisão. A paixão do século é o real é o antagonismo. “Alain BadiouO dessossego esta posto. A busca pela paz, pela liberdade, pela felicidade, pela revolução, pelo novo homem, pelo conforto, pelo controle remoto, pela beleza, pela ordem, tudo nos traduz um desassossego, que nos faz rezar o mantra do consumo. A revolução Francesa nos legou três filhas, mais só a liberdade, adolesceu. Queremos a liberdade, paradoxalmente, tal querência adoeceu. Corrente de um sonho de paz, Todavia, remoto é nosso sossego. Viver em um contexto de início de século é beber todas as águas ainda não evaporadas do século que foi. A Obra, O dessossego canta um grito engavetado em alguma agenda esquecida num banco de praça. Busca transcendência no óbvio e no cotidiano. Nesta obra, reúno um conjunto de poemas escritos no sabor das vivências do século passado. Nem por isso, deixa de apontar para o futuro. O futuro é o pai da angustia. O presente, busca, diante da terrível verdade de sua solidão, negar-se, projetando o passado como proposta futurística. “Névoa de Nada, tudo é” e ainda diz o pregador no Eclesiastes: “Tudo fez (ele) formoso em seu tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim. Eclesiastes 3:11. O desassossego não é uma invenção moderna, mas certamente é, como define Badiou, pulsando como a cisão que o gera, parte da besta do século XX.

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Descrição

Pré-Venda – Desassossego

Informação adicional

Dimensões 70 cm

Adel José Silva

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