Sou tudo o que me rasga por tanto ser. Trabalho ausências, meu descampado ilegível. Escuto subterrâneos para não perder de vista dentros e desvãos, alegorias murmurantes do pretérito existir. Entre mim e minha outra parte, tateio espessuras do eterno, por vezes, rebentado. Palavras emergem como voragem destes cantos estreitos, tantas vezes recuados no fosso da alma. Depredo verbo por verbo…